Sarampo: total de casos sobe para 124 em Osasco

Por Roysen sousa 30/09/2019 - 16:01 hs

As cidades de Barueri e Osasco lideram os casos de sarampo na região Oeste. Dados obtidos pelo Diário da Região, junto às prefeituras, mostram que, na última semana, apenas nessas duas cidades, foram confirmados 24 novos registros da doença.

Em Barueri, foram 13, o que fez com que o total de registros subisse para 130. Osasco vem logo atrás, com 11 novos registros em uma semana e 124 casos confirmados no total.

Outras três cidades também divulgaram dados sobre a doença na região: são mais 52 registros em Carapicuíba, 37 em Jandira e 33 em Itapevi. Com isso, o sarampo já atingiu, nesses cinco municípios, 376 pessoas.

Jovens entre 20 e 29 ano são maioria entre os doentes

A Prefeitura de Osasco também divulgou em seu novo boletim um perfil das pessoas que contraíram a doença na cidade.  A maior parcela dos doentes está na faixa entre 20 e 29 anos. Foram 53 registros, ou 43% do total.

Depois, aparecem as crianças menores de um ano, com 28 casos (23%). Foi nessa faixa que a cidade também registra um óbito da doença – um bebê de 4 meses, que não era vacinado (as doses só são aplicadas a partir dos 6 meses, seguindo recomendação do Ministério da Saúde) e que faleceu em agosto.  “Vale ressaltar que infecção em crianças com idade inferior a um ano ocorre porque existe algum adulto ou criança em contato com ela”, alerta o documento.

Bairros com maior incidência de sarampo em Osasco

Quanto às regiões com maior incidência da doença, quem lidera é a área formada pelos bairros Vila Yolanda, Jardim D´Abril, Jaguaribe, City Bussocaba, Cipava, Bussocaba e Adalgisa, com 19 casos confirmados. Em seguida aparece a  área da cidade que engloba Vila Yara, Vila Osasco, Vila Campesina, Umuarama, Presidente Altino, Parque Continental, Centro, Bonfim e Bela Vista, com 16 casos.

Confira quem deve se vacinar contra o sarampo

Desde o início do ano, foram vacinadas 272.684 pessoas contra a doença. Desse total, 36,9 mil doses foram aplicadas em crianças de 0 a 14 anos e 105,6 mil em jovens e adultos de 15 a 29 anos.

A campanha segue nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Bebês entre 6 e 11 meses devem tomar a chamada “dose zero”. Mas ela não elimina a necessidade de tomar outras duas doses previstas no calendário nacional, aos 12 e aos 15 meses de vida. Na faixa entre 1 e 29 anos, as pessoas devem tomar duas doses da vacina. Quem tem entre 30 e 59 anos, precisa tomar uma dose. Já para a faixa acima de 60 anos, a imunização não é necessária.