Com aterro sanitário interditado pela Cetesb, prefeitura manda lixo de Osasco para Caieiras

Com aterro sanitário interditado pela Cetesb, prefeitura manda lixo de Osasco para Caieiras

A um custo de R$100 mil por dia, essa foi a alternativa encontrada para não interromper a coleta. Prefeito nega irregularidades apontadas pela Cetesb, incluindo risco de deslizamento. "Se houve esse risco, eu seria o primeiro a mandar fechar", afirmou

Por Redação 21/08/2017 - 21:42 hs

Com o aterro sanitário de Osasco interditado pela Cetesb desde o último sábado, a Prefeitura está destinado o lixo coletado em toda a cidade a um aterro particular, na cidade de Caieiras. O custo do serviço é de R$100 mil mensais. 

A interdição é a segunda sofrida no chamado “lixão” de Osasco, em uma verdadeira batalha judicial entre a companhia estadual, a prefeitura e empresa EcoOsasco, que administra o aterro por meio de uma parceria público privada. O primeiro fechamento aconteceu em 19 de abril. Na época, a Cetesb alegou que o aterro operava com quase 100% de sua capacidade e que havia risco de que a “montanha” de lixo deslizasse sobre moradias vizinhas, no Jardim Açucará.

A prefeitura recorreu e provou, por meio de laudos, que não havia esse risco. Com isso, a Justiça deu prazo de 30 dias para que a situação da capacidade fosse resolvida e solicitou um laudo independente sobre o risco. A Cetesb, conseguiu, também via liminar, uma nova interdição, afirmando que não foram feitas as adequações necessárias. Já a prefeitura afirma que o laudo independente, que atesta não haver risco de deslizamento, está nas mãos do juiz que analisa o caso e espera a decisão, liberando o aterro, para as próximas horas. Enquanto isso, manda o lixo para Caieiras para não haver interrupção nos serviços.

“Se houvesse qualquer risco de deslizamento, eu seria o primeiro a determinar o fechamento do aterro”, reforçou o prefeito Rogério Lins, durante entrevista ao SPTV, da Rede Globo. Para solucionar o problema da capacidade, um novo aterro será construído ao lado do atual. Já a área vizinha será urbanizada.