Lixão de Osasco sofre nova interdição pela Cetesb

Segundo companhia, prefeitura não atendeu exigência de adequar o funcionamento do aterro sanitário, que opera com quase 100% de sua capacidade, no prazo estipulado pela Justiça

Por Redação 21/08/2017 - 21:36 hs

O aterro sanitário de Osasco, popularmente conhecido como “lixão”, está novamente interditado. A decisão foi tomada pela Cetesb e está em vigor desde o último sábado, dia 19. Segundo a companhia, a prefeitura não cumpriu exigência de adequar o funcionamento do local – que está operando no limite de sua capacidade – no prazo estabelecido pela Justiça a partir da primeira interdição, em 18 de abril, realizada pelo mesmo motivo.

“O aterro sanitário de Osasco foi interditado pela Cetesb em 18 de abril deste ano por estar operando de maneira irregular (volume quase 100% superior ao permitido), mas por força de medida liminar judicial, voltou a operar normalmente. Entretanto,  através de recurso impetrado pela Cetesb, a liminar foi suspensa e o juiz havia concedido prazo de 30 dias para se adequarem. Como não cumpriram a exigência, o aterro voltou a ficar automaticamente interditado a partir do dia 19, no sábado. A prefeitura municipal de Osasco foi notificada da suspensão da liminar”, informou a companhia estadual, em nota.

Até o fechamento desta reportagem, a administração municipal não havia se pronunciado.O aterro, que é operado pela empresa EcoOsasco Ambiental, por meio de uma parceria público-privada, recebe cerca de 800 toneladas de lixo por dia. Na última interdição, que durou 3 dias, houve interrupção da coleta de lixo domiciliar, já que não havia para onde destinar o material. Já a partir da decisão atual, ainda não houve registro de problemas na coleta domiciliar. Também na interdição anterior, o prefeito Rogério Lins havia destacado que a responsabilidade de operação era da empresa e que ela seria multada caso o serviço não fosse regularizado.