Goleiro Bruno será transferido para presídio na Grande BH

Jogador se entregou à polícia nesta quinta-feira (27)

Por Redação 27/04/2017 - 21:49 hs

A Seap (Secreataria de Administração Prisinal de Minas Gerais) informou, nesta quinta-feira (27), que o goleiro Bruno Ferandes será transferido, nesta sexta-feira (28) para a penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Após o STF (Supremo Tribunal Federal) anular o habeas corpus concedido a ele, o atleta se entregou à policia, nesta tarde, em Varginha, no sul de Minas Gerais.

O jogador chegou por volta das 13h45 na Delegacia Regional da Polícia Civil. Após fazer exames de corpo de delito, Fernandes foi levado para o presídio da cidade. Segundo a Seap, ele foi transferido para a Penitencária de Três Corações, também no sul do Estado, onde vai passar a noite. 

No Complexo Penitenciário Nelson Hungria, Fernades vai ficar em uma cela individual que possui cama, pia e vaso sanitário de alvenaria. Esta é a terceira vez que ele é levado para a unidade. De acordo com a Seap, o atleta que já ficou preso por seis anos, passou duas temporadas na Nelson Hungria entre os anos de 2010 e 2015. Seis meses da pena foram cumpridos na Penitenciária de Francisco Sá, no norte de Minas. De setembro de 2015 a fevereiro deste ano, quando foi solto, o jogador estava na Apac (Associação de Proteção e Assistência ao Condenado) de Santa Luzia, também na Grande BH.

Habeas corpus

 O jogador que atualmente defende do Boa Esporte, de Varginha,é condenado a 22 anos e três meses de prisão, em regime fechado, pela morte da ex-amante Eliza Samudio. O goleiro foi solto no dia 24 de fevereiro, graças a um habeas corpus concedido pelo ministro do STF, Marco Aurélio Mello. O decisão foi dada após o magistrado considerar excessiva a demora da análise de um recurso apresentado pelos advogados do jogador. O pedido foi enviado à Justiça em 2013 e, até hoje, não foi apreciado. Assim, para o entendimento de Mello, Fernades teria o direito de aguardar o julgamento em liberdade. Porém, para o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, não foi constatado excesso de prazo atribuível à inércia dos órgãos judiciários e, por isso, o documento foi revogado com a maioria dos votos e foi reestabelecida a prisão anteriormente decretada ao jogador.

 Dos quatro ministros presente na reunião, apenas o ministro Marco Aurélio Mello votou a favor da manutenção do benefício ao goleiro. Alexandre de Moraes, Rosa Weber e Luiz Fux votaram contra.